O Mercado Municipal de Niterói – História, Restauração e Transformação em Polo Gastronômico e Decoração
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O Mercado Municipal de Niterói é uma joia arquitetônica de estilo eclético com traços de art déco e neoclássicos, localizado na Avenida Feliciano Sodré, entre a Rua Presidente Castelo Branco e a Avenida Washington Luiz, no Centro de Niterói, próximo ao Porto de Niterói. Sua construção ocorreu entre os anos de 1927 e 1930, e por muitas décadas, ele serviu como o principal mercado da região.
Infelizmente, em 1976, o mercado foi desativado, e o edifício passou a abrigar o Depósito Público Estadual a partir da década de 1980. No entanto, a rica história e a importância cultural desse marco arquitetônico não foram esquecidas pelas autoridades municipais e estaduais.
Em 2011, a Prefeitura Municipal e o Governo do Estado uniram esforços para empreender um ambicioso projeto de restauração e adaptação do Mercado Municipal de Niterói. O objetivo era transformá-lo em um vibrante polo de gastronomia e moda, ao mesmo tempo em que preservava as características arquitetônicas originais.
O projeto buscava também inspiração em mercados públicos turísticos de sucesso, como o Mercado Municipal de São Paulo.
Após cuidadosos trabalhos de restauração, o edifício histórico ganhou nova vida e reabriu suas portas como um moderno espaço de convivência e comércio. O Mercado Municipal de Niterói tornou-se um ponto de encontro para moradores e visitantes, oferecendo uma ampla variedade de opções gastronômicas, com restaurantes e bares que servem delícias locais e internacionais.
Além da gastronomia, o local também se destacou como um centro de moda, abrigando lojas e ateliês de estilistas locais e marcas consagradas. Os visitantes podem desfrutar de uma experiência única de compras, encontrando peças exclusivas e de qualidade.
O Mercado Municipal de Niterói, parte do conjunto arquitetônico da região portuária, representa um importante marco histórico do período conhecido como Renascença Fluminense. Sua restauração e transformação em um polo cultural e comercial revitalizaram a área, proporcionando benefícios econômicos e culturais para a cidade.
É fundamental ressaltar que o Mercado Municipal de Niterói é distinto do Mercado São Pedro, também localizado na mesma cidade. Este último é especializado na venda de peixes e frutos do mar, oferecendo uma experiência singular para os amantes da culinária marítima.
Em suma, o Mercado Municipal de Niterói é muito mais do que um prédio antigo. Ele representa a preservação do patrimônio histórico e cultural da região, bem como um importante polo de convivência, gastronomia e moda, enriquecendo a experiência de quem visita ou reside na cidade de Niterói.

A História
O Mercado Público de Niterói teve sua origem no Largo do Mercado, atualmente conhecido como Praça Arariboia. No entanto, em 1889, a prefeitura tomou a decisão de expulsar os feirantes desse local, transformando o edifício em uma estação para as barcas.
Diante disso, os feirantes transferiram-se para um mercado de peixes e frutos do mar à beira-mar, localizado na Rua da Praia, hoje conhecida como Avenida Visconde do Rio Branco, em frente à Rua São Pedro, que é o antecessor do atual Mercado São Pedro. Esse mercado provisório estava em condições precárias e, ao longo dos anos, recebeu várias críticas.
Somente na década de 1910, a prefeitura começou a elaborar a proposta de construção de um mercado público municipal. Em 1911, foi idealizado o Porto de Niterói, localizado entre a Ponta D’Areia e o Porto do Méier, na região da Enseada de São Lourenço, também conhecida como Mangue de São Lourenço.
Com a conclusão do aterro da Enseada de São Lourenço para a construção do Porto de Niterói, em 1927, foi possível erguer uma série de grandes edifícios públicos ao redor, incluindo o Mercado Municipal de Niterói, que finalmente foi inaugurado em 1930.
A área do aterrado da Enseada de São Lourenço, agora conhecida como região portuária de Niterói, também abrigou ou ainda abriga diversos órgãos públicos, como o Detran, o Tribunal de Contas do Estado, uma Policlinica e a garagem da EMOP.
A inauguração do Mercado Municipal de Niterói foi um marco importante nesse processo de urbanização e desenvolvimento da região, trazendo uma infraestrutura mais adequada para os feirantes e oferecendo um espaço mais organizado para as atividades comerciais. Desde então, o mercado continua a ser um local relevante na vida da cidade, preservando sua importância histórica e cultural.

Fim do Mercado
Na década de 1960, o movimento portuário de Niterói sofreu um significativo esvaziamento, chegando a reduzir em quase 50% no período de 1964 a 1967, devido à decadência da economia cafeeira do Norte Fluminense. Além disso, o setor têxtil, que sempre foi tradicional na economia fluminense, também perdeu competitividade nesse período.
A área do Aterrado, que antes era um importante centro urbano, começou a enfrentar um claro processo de degradação. Muitos imóveis públicos ali existentes foram deteriorados e subutilizados. Esse declínio pode ser atribuído, entre outros fatores, à perda de função desses imóveis após a transferência da capital do Estado do Rio de Janeiro da cidade de Niterói para a cidade do Rio de Janeiro em 1975.
Muitas das edificações ou lotes estaduais foram destinados a depósitos por longos períodos, como ocorreu com o Depósito Estadual (antigo Mercado Municipal) e o depósito da Empresa de Obras Públicas (EMOP). A inauguração dos viadutos e a cabeceira da Ponte Rio-Niterói naquela área em 1974 também contribuíram para agravar a situação.
Na década de 1970, a Secretaria Estadual de Agricultura construiu um entreposto pesqueiro atrás do antigo Mercado Municipal, com o objetivo de facilitar a comercialização do produto.
No entanto, os antigos vendedores do Mercado São Pedro recusaram-se a aderir ao novo entreposto público e optaram por construir um entreposto próprio e privado no final da Avenida Visconde do Rio Branco. Isso levou o entreposto público a enfrentar dificuldades, e os planos não se concretizaram como esperado.
Atualmente, o prédio do entreposto, que pertence à CEASA-RJ (Centrais de Abastecimento do Rio de Janeiro), encontra-se desativado desde 1981, após a construção da unidade de Columbandê, São Gonçalo. O local ocasionalmente funciona como “sacolão” e depósito, mas na década de 2000 foi invadido por moradores de favelas vizinhas, refletindo a situação de abandono e desuso da região.
Fonte: wikipedia.org
Reaberto com 172 lojas em prédio histórico restaurado, Mercado Municipal de Niterói impulsiona economia da cidade

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Após quase quatro décadas, o Mercado Municipal de Niterói foi solenemente reaberto nesta quinta-feira (27). O magnífico edifício de arquitetura neoclássica passou por um processo de restauração e retrofit, recuperando todo o seu esplendor histórico.
O mercado está situado na Avenida Feliciano Sodré, número 488, ocupando uma área espaçosa de 9.700 metros quadrados e abrigando 172 lojas que oferecem uma ampla variedade de serviços, incluindo gastronomia, decoração, cervejarias, charcutaria, peixaria, artesanato, queijaria e muito mais.
A revitalização do local foi grandiosa, preservando cuidadosamente as características originais do prédio enquanto promovia ajustes internos para torná-lo moderno e adequado às demandas contemporâneas. Agora, o Mercado Municipal de Niterói ressurge como um vibrante centro comercial e cultural, pronto para encantar moradores e visitantes com suas opções diversificadas e encantadoras.
Após longos anos de espera, os cidadãos de Niterói têm novamente à sua disposição esse ícone histórico, agora renovado e repleto de vida. A reabertura representa um momento de celebração para toda a cidade, que testemunha o retorno do Mercado Municipal como um importante ponto de encontro e um símbolo da identidade cultural e econômica da região.
O Mercado Municipal apresenta uma oportunidade única para o desenvolvimento de diversos segmentos turísticos, proporcionando experiências enriquecedoras aos visitantes. Entre eles, destacam-se o turismo de eventos, o turismo cervejeiro, o turismo cultural (com ênfase na arquitetura e história do prédio) e, principalmente, o turismo gastronômico e de experiência.
Essa diversidade de experiências oferecidas pelo Mercado Municipal tem o potencial de impulsionar a economia local e gerar dados significativos sobre o fluxo turístico nas cidades. Experiências gastronômicas e culturais costumam atrair um grande número de visitantes, contribuindo para a expansão do setor turístico e a criação de novos produtos comercializáveis.
Um exemplo inspirador é o Mercado Municipal de São Paulo, que recebe anualmente cerca de 2,5 milhões de pessoas. Estudos revelam que 44,6% dos visitantes dessa atração também demonstram interesse em conhecer outros pontos turísticos da cidade. Com base nessa experiência, é esperado que o Mercado Municipal de Niterói tenha um efeito semelhante, estimulando os visitantes a explorar outras atrações turísticas na encantadora cidade de Niterói.
A expectativa é que o Mercado se torne um ponto de partida para uma jornada inesquecível pelos encantos de Niterói, impulsionando o turismo local e proporcionando uma experiência abrangente e cativante para os turistas que visitam a região. O mercado certamente se tornará uma joia na coroa do turismo em Niterói, enriquecendo a oferta turística da cidade e contribuindo para o seu desenvolvimento econômico e cultural.








